O que você quer ser quando crescer? - Go Winners

Go Winners - Uma nova forma de pensar o processo seletivo

(019) 3375-6455
Go Winners - Uma nova forma de pensar o processo seletivo

Blog

O que você quer ser quando crescer?

O que você quer ser quando crescer?

Uma nova forma de pensar o processo seletivo

Por Cesar Henrique Vendrame

“O que você quer ser quando crescer? “. Essa era a pergunta que eu ouvia dos meus pais e familiares em vários momentos da minha infância, e a primeira resposta que lembro de ter dado, quando tinha os meus 4 ou 5 anos, foi “Eu vou ser padre”. Hoje, refletindo sobre isso, poderia chegar à conclusão que não obtive êxito e que a resposta dada talvez não fizesse sentido.

Fiquei com esse pensamento na cabeça por vários dias antes de começar a escrever esse texto e, de repente, veio uma lembrança muito forte sobre a possível razão para que eu tenha respondido dessa forma naquela época. Os meus pais sempre foram muito religiosos e participavam ativamente da igreja católica. Em nossa casa, tínhamos uma roupa de frade franciscano que meu pai usou na época em que ele foi coroinha e lembro que, por diversas vezes, eu a vestia e, de certa forma, conseguia a atenção e uma conexão emocional intensa com os meus pais, pois aquele era um valor muito forte para eles e para mim, motivo de muita alegria. Essa cena apresenta uma mensagem oculta que faz parte de um valor pessoal, do meu propósito profissional e também do sonho que sempre busquei, isto é, conhecer melhor o ser humano, tentar me colocar no lugar do outro e ajudar a proporcionar um momento de felicidade através do meu trabalho.

Ontem, conversando com minha esposa e com a minha cunhada, fiz algumas perguntas sobre a escolha profissional delas, e não foi diferente! Havia uma conexão emocional muito forte com a figura do meu sogro e com o contexto de vida que eles tiveram. Emilio foi um profissional apaixonado pela profissão de pesquisador e educou os filhos estimulando o questionamento do porquê das coisas. Em função de seu trabalho na Embrapa, eles tiveram a oportunidade de morar em uma estação experimental da Texas A&M nos EUA, quando a minha esposa ainda era criança. Ao me relatar esse contexto, ficou evidente que para ela tudo aquilo fazia muito sentido, já que o local de trabalho do pai foi a casa e o playground dela por quase 1 ano e meio. Ele, um excelente pesquisador, motivo de orgulho e um grande contador de histórias (inclusive, acho que ele deveria investir um tempo nesse dom), conseguia com facilidade cativar a atenção dos filhos e de outras crianças. E o resultado não poderia ser diferente: os três filhos se formaram em Agronomia e seguiram suas carreiras na área de pesquisa, além de outros familiares que traçaram um caminho parecido nessa mesma área de formação. No que diz respeito à carreira, ás vezes não sabemos o “Por que fazemos o que fazemos?”, mas tenho cada vez mais convicção de que isso é muito profundo e está relacionado com pistas que começamos a colher desde a nossa infância.

Dentro desse contexto, acho que vale muito a reflexão sobre como os nossos sonhos de carreira podem ser acessados e também sobre as pessoas que, com muito amor e paixão pelo que faziam, acabaram influenciando de forma positiva na nossa vida. Fazendo esse exercício de reflexão, me lembrei de algumas pessoas que tenho a convicção de terem me ajudado a entender o meu propósito de vida e de carreira. A minha professora Gilda, do segundo ano do primário, esbanjava amor e carinho por todos os seus alunos, tanto que eu me lembro de ter retornado lá para visitá-la, mesmo após ter finalizado os meus estudos, pois enxergava nos olhos dela o brilho e o amor pela profissão. O professor Geraldo, da quarta série do primário, que com todo o seu humor, contagiava os alunos e também nos dava aquilo que tinha de mais especial. A professora Magali, de Educação Física, que conseguia despertar maravilhas nos alunos que gostavam das atividades físicas, embora eu fosse um fracasso nos esportes e odiasse as aulas por isso. O professor Santo, que fazia das aulas de História no colegial algo diferente. Ele dizia sempre “As coisas belas são difíceis, meus alunos!”. Todas essas pessoas, sem desmerecer os outros professores que eu tive, me ajudaram muito no processo educacional, marcaram profundamente a minha vida e me colocaram em contato com o meu propósito. Por esse motivo, agradeço do fundo do meu coração (gostaria de ter feito isso antes), pois os meus professores me ajudaram a encontrar o meu sonho profissional, me mostraram o quanto amavam suas profissões e como o trabalho pode fazer a diferença de uma forma positiva na vida das pessoas. Sou muito grato por terem me ajudado a fazer com que eu compreendesse qual era a minha missão de vida como “carreira”.

Às vezes, nos desconectamos da nossa “criança” e trilhamos caminhos que talvez possam nos afastar parcialmente da nossa missão, o que não impede de pararmos para refletir sobre isso e quem sabe até, se necessário, corrigir a rota para sermos felizes e realizados no trabalho. No filme “Amor Sem Escalas (Up In The Air)”, existe uma cena em que o ator George Cloney, que interpreta o papel do profissional de RH Ryan, realiza o processo de desligamento de um funcionário chamado Bob, representado pelo ator J. K. Simmons. Bob havia trabalhado por muito tempo na empresa, tinha uma carreira confortável em termos financeiros e não aceitava a demissão, inclusive, uma de suas primeiras reações foi mostrar as fotos das filhas para Ryan e perguntar o que ele ia dizer para elas quando chegasse em casa. O Ryan perguntou: “Sabe por que as crianças adoram os atletas? Porque eles seguem seus sonhos!” e acrescentou “O seu currículo diz que você se formou em culinária francesa. Quanto te pagaram inicialmente para desistir dos seus sonhos? E quando você irá parar e voltar a fazer o que te faz feliz?”.

Passamos pelo menos um terço da nossa vida trabalhando e, de acordo com uma pesquisa realizada pela ISMA (International Stress Management Association), em 2014, 72% das pessoas estavam insatisfeitas com o trabalho em três metrópoles brasileiras.

Acredito que esse exercício ajude a refletir um pouco sobre esse tema tão complexo que chamamos de “carreira” e que, muitas vezes, vinculamos ao título de cargo ou a uma formação acadêmica. Eu, particularmente, acredito que somos muito mais do que isso, somos seres humanos dotados de sonhos, sentimentos, desejos e com um potencial enorme de viver esse caminho de diversas formas e, se for necessário, nos reinventarmos para superar as adversidades que possam surgir.

Nunca deixe de viver o seu sonho, pois ele faz parte da construção do seu caminho, da sua carreira e da marca que você vai deixar nesse mundo para as pessoas que você ama.

Eu quero receber conteúdo do Go Winners

Eu quero saber mais sobre a experiência Go Winners


    Telefone

    (019) 3375-6455

    Email

    contato@gowinners.com.br